NOS CAMINHOS DE MOISÉS

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Uma fascinante peregrinação pelos caminhos sagrados que Moisés e o povo de Israel percorreram para fugir do Egito.
De Ramsés a Canaã
Era por volta de 1300 a.C. o evento celebraria o fim do cativeiro dos israelenses no Egito e o início de sua longa e exaustiva jornada de 40 anos pelo Deserto do Sinai rumo à terra prometida, uma extraordinária trajetória por uma região de vales, desertos, oásis e montanhas rochosas.
Banhada pelo magnífico Mar Vermelho, de águas azuis e límpidas, ainda hoje encanta mergulhadores do mundo inteiro que se deslumbram com sua incrível riqueza natural.
Em Giza, não faltam camelos enfeitados e beduínos vestidos a caráter. Ali estão ás três mais importantes pirâmides do Egito: Quéops, Kefrem e Mikerinos.
Quando Moisés comandou o êxodo, esses imponentes gigantes de pedra já estavam fincados no deserto, simbolizando a força e a altivez dos faraós.
OS PASSOS DO PROFETA
Por onde Moisés andou para tirar o povo de Israel do Egito e o que eles encontraram durante a peregrinação.
CONTRASTES DO ÊXODO
Durante os 40 anos que peregrinaram pelo Egito, os Israelenses passaram por cenários tão belos quanto díspares. Liderados por Moisés, eles partiram da cidade de Ramsés, ás margens do Mar Mediterrâneo, e cruzaram grandes desertos. A diferença é que naquela época não havia estradas, o deserto do Sinai ocupa uma península de apenas 200 quilômetros de largura. Hoje a estrada que liga o norte do Egito à Palestina pode ser percorrida em duas horas de carro.
Para chegar à terra de Canaã, Moisés não tomou o caminho mais curto — Ele enfrentou cerca de 400 quilômetros ao longo da costa arenosa do Mediterrâneo. Se não tivesse feito isso, teriam passado diretamente pelo meio do território dos inimigos filisteus. Tampouco atravessou o centro da ampla península do Sinai, onde enfrentariam calor escaldante no planalto de cascalho e calcário. Moisés levou o povo para o sul, ao longo da estreita planície costeira.
Praticamente ainda nos primeiros passos da fuga, Moisés chega ao Mar Vermelho.
A TRAVESSIA DO MAR
Moisés ergueu o cajado e um vento fortíssimo soprou sobre toda a multidão. As águas foram lançadas de um lado ao outro. Era noite.
O Mar Vermelho foi dividido, durante a madrugada, os israelenses atravessaram o mar a pés secos.
De acordo com os arqueólogos, a fabulosa travessia ocorreu nas proximidades da antiga cidade de Essuwes, atual Suez.
Superado o Mar Vermelho, a multidão iniciou sua epopeia pela Península do Sinai. Depois de três dias sem encontrar água potável, os israelenses chegaram a Elim, lugar descrito na Bíblia como um oásis com doze fontes de água e setenta palmeiras. Desde os tempos de Moisés, muita coisa mudou em Elim. As palmeiras são muito mais numerosas e há uma pequena vila de beduínos no entorno do oásis, com suas típicas casas de pedra. Viajando pelo deserto, seja de carro, camelo ou a pé, só se avista o infinito areal reluzindo sob o sol ardente. Impossível imaginar que um belo e fértil jardim se esconde entre as dunas. Quanto tempo á multidão permaneceu ali a Bíblia não conta. O que se sabe é que a partir de Elim, começou, de fato, a penosa odisseia de 40 anos.
A árdua jornada e as privações levaram o povo a esbravejar com Moisés. A vida no Egito era difícil, mas havia abundância de água e comida. Foi quando, conta a Bíblia, Deus mandou as codornises e o maná. A multidão recuperou o ânimo e a marcha continuou até Refidim, atual Firan, o mais amplo e fabuloso oásis da região. Protegido pela solidão de gigantescos penhascos, essa espécie de paraíso em pleno deserto continua como há milhares de anos. Um vasto bosque de palmeiras se espalha por todo o lugar e os nômades nunca dispensam uma parada. Quem passa por ali, hoje, sente uma tranquilidade plena. Os poucos moradores são amistosos, as crianças brincam nas ruas de areia escaldante.
Dali, depois da vitória na batalha com os amalequitas, os hebreus partiram para o lugar que ficaria perpetuamente marcado na história de Israel – O Monte Sinai. Ali, de acordo com a Bíblia, Moisés recebeu do senhor as tábuas da lei com os Dez Mandamentos - conversou face a face com Ele e viu o povo cometer o primeiro grande pecado contra o Deus que os libertara da escravidão, onde fizeram um grande bezerro de ouro e toda a gente passou a adorar a imagem – heranças do politeísmo egípcio.
A multidão já estava acampada aos pés do Sinai, havia um ano quando Moisés retomou a caminhada rumo à Terra Prometida. Seguiram pela margem ocidental do Golfo de Ácaba, uma das regiões mais magníficas da península e que foi centro portuário na época do Rei Salomão. Atualmente é um dos lugares preferidos dos mergulhadores, graças ao incomparável azul do Mar Vermelho. O ponto mais disputado é a Ilha do Faraó, com riquíssima fauna e flora marinhas.
Foi dessas paragens que os israelenses avistaram Canaã pela primeira vez.
Da região de Taba, onde hoje fica a turística ilha do Faraó, os israelenses viram a Terra Prometida pela primeira vez.
Hoje Taba é uma cidade costeira, com lindas praias, que faz parte da chamada Riviera Egípcia: uma área de hotéis e resorts que liga a cidade à Nueba.
A praia de Taba fica no estado Sul do Sinai, a 240 km de Sharm el Scheick, uma área importante na história egípcia. Rota de caravanas desde o Séc. XIV, a cidade faz fronteira com Israel e foi devolvida ao Egito em 1989, por meio de uma intervenção internacional.
A Ilha do Faraó ou Ilha de Coral fica a 250 metros da praia e está rodeada de recifes que abrigam uma fauna fantástica. Além de mergulhar entre os corais, o visitante pode visitar as ruínas do Castelo dos Cruzados, abandonado em 1.183. Ele foi construído para garantir a segurança dos peregrinos até a terra santa e capturado por Saladino, em 1.170.
Foram grandes episódios que Moisés presenciou em sua longa trajetória à frente dos israelenses. Em certa noite, Deus falou com o profeta e disse que sua morte estava próxima. Ele deveria subir ao cume do Monte Nebo, de onde teria a última visão da Terra Prometida, e, logo depois morreria.
Moisés havia transformado uma nação fraca e escravizada num povo forte, livre e rico. Com a sua morte, Josué assumiu a liderança dos israelenses e comandou a conquista de Canaã.
Aos 120 anos, Moisés morreu sem ter pisado na Terra Prometida. Mas sua história jamais será esquecida.

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